VARGINHA, PEQUENOS HUMANOIDES, UM SER VIVO EM UM LABORATÓRIO ESCONDIDO DENTRO DE UMA MONTANHA, COMUNICAÇÃO POR LUZ E UM RELATO PESSOAL DO PRÓPRIO VALLÉE ESTÃO ENTRE OS EPISÓDIOS MAIS EXTRAORDINÁRIOS DISCUTIDOS PELO PESQUISADOR
Jacques Vallée dedicou décadas ao estudo dos fenômenos associados aos OVNIs e aos UAPs. Matemático, astrofísico e cientista da computação, o pesquisador construiu uma trajetória incomum: ao mesmo tempo em que trabalhou com astronomia, tecnologia e ciência da informação, manteve durante décadas uma investigação independente sobre relatos de objetos e entidades não identificados.
Em sua obra Forbidden Science, Vallée registrou encontros, documentos, conversas com pesquisadores, militares e pessoas envolvidas em diferentes investigações.
Agora, ao discutir seu sétimo volume, Forbidden Science 7, Vallée voltou a alguns dos episódios mais intrigantes de sua trajetória — incluindo relatos envolvendo seres aparentemente não humanos.
Entre eles está um caso brasileiro que aparece de maneira particularmente significativa na conversa: Varginha.
UMA BASE COM CERCA DE 260 MIL RELATOS
Um dos pontos de partida da entrevista é o gigantesco banco de dados conhecido como Capella, construído por Vallée durante um projeto relacionado à investigação de UAPs.
Segundo ele, a base reunia aproximadamente 260 mil relatos. A intenção não era simplesmente catalogar histórias de OVNIs, mas procurar padrões. Vallée explica que sua abordagem consiste em observar diferentes ocorrências como partes de um conjunto maior.
Em vez de analisar cada caso isoladamente, ele procura características que possam aparecer repetidamente em episódios separados por décadas e milhares de quilômetros. Essa metodologia também aparece quando ele discute relatos envolvendo seres.
Para Vallée, a pergunta não é apenas se uma determinada testemunha está dizendo a verdade. É necessário observar se existem características semelhantes em diferentes casos.
O CASO BRASILEIRO QUE CHAMOU A ATENÇÃO DE VALLÉE
Durante a conversa, Ross Coulthart pergunta a Vallée sobre uma possível interpretação envolvendo diferentes níveis de inteligência não humana.
O entrevistador menciona a possibilidade de existirem entidades consideradas “controladoras”, enquanto outros seres observados em determinados encontros poderiam ter uma função diferente.
Vallée responde que procura justamente padrões entre diferentes casos.

Ele cita episódios como Trinity, Socorro, Valensole e o caso brasileiro recentemente revelado.
E é nesse momento que Vallée apresenta uma descrição particularmente interessante.
OS SERES DE VARGINHA
Segundo Vallée, o caso brasileiro envolvia aproximadamente uma dúzia de entidades.
Ele descreve esses seres como pequenos, com tamanho comparável ao de uma criança de aproximadamente 10 a 12 anos de idade.
A descrição apresentada durante a conversa ele diz que os seres tinham dois olhos, uma boca,capacidade aparente de respirar o ar, ausência de trajes semelhantes aos utilizados por astronautas, estrutura corporal geral considerada humana.
Vallée chama atenção justamente para esse último aspecto.
Embora as entidades fossem descritas como diferentes dos seres humanos, sua estrutura corporal geral não seria completamente estranha à nossa própria anatomia.
Elas não seriam máquinas, robôs ou criaturas envolvidas em trajes espaciais convencionais.
Seriam seres aparentemente biológicos.
VARGINHA E A HIPÓTESE DOS “OPERADORES”
A conversa então toma uma direção ainda mais incomum. Coulthart levanta a possibilidade de que alguns seres encontrados em determinados casos não sejam necessariamente os responsáveis pelo fenômeno.
Eles poderiam desempenhar uma função semelhante à de operadores. A pergunta ganha força quando o jornalista lembra que, no caso brasileiro, as entidades aparentemente não pareciam estar no controle da situação.
Essa possibilidade se conecta a uma interpretação discutida por Coulthart a partir das informações associadas ao caso de Gilbert.
A ideia apresentada é a existência de diferentes níveis de inteligência não humana. No nível superior estariam possíveis inteligências responsáveis pela operação.
Em um nível inferior poderiam existir seres menores, semelhantes aos chamados “grays”, que seriam eventualmente organismos biológicos produzidos ou modificados para determinadas funções.
É importante destacar que essa interpretação aparece na entrevista como hipótese, e não como uma conclusão científica comprovada.
Vallée não afirma que essa seja uma explicação definitivamente estabelecida. Sua resposta é mais cautelosa: ele diz que procura padrões entre diferentes ocorrências.
GILBERT E O LABORATÓRIO ESCONDIDO DENTRO DE UMA MONTANHA
Se Varginha representa um dos relatos envolvendo pequenos humanoides, a história de “Gilbert” apresentada na entrevista segue uma direção completamente diferente.
Gilbert é o pseudônimo utilizado por Vallée para identificar um homem descrito como um experiente remote viewer — alguém associado a técnicas de percepção remota.
Segundo o relato apresentado por Vallée, cerca de duas décadas atrás Gilbert teria sido levado a uma instalação militar localizada dentro de uma montanha rochosa. O local seria uma espécie de bunker subterrâneo.
Ali, segundo seu relato, existia um grande laboratório iluminado, ocupado por homens e mulheres usando uniformes que não apresentavam identificação clara de patente ou unidade.
Gilbert teria sido conduzido até uma entidade que, segundo as pessoas que o acompanhavam, seria um ser alienígena vivo.
NÃO ERA UM “GRAY”
Uma das características mais impressionantes do relato é que a entidade descrita por Gilbert não seria semelhante ao estereótipo do pequeno “gray”.
Segundo a descrição apresentada por Vallée, o ser teria mais de seis pés de altura, ou aproximadamente 1,80 metro. O corpo aparentemente emitia luz em diferentes pontos.
Vallée também menciona a possibilidade de o ser estar envolvido por algum tipo de estrutura, equipamento ou aparato de contenção.
Não está claro se aquilo seria uma roupa, um equipamento experimental ou algum outro tipo de dispositivo.
Mas um elemento aparece repetidamente no relato: a luz.
UMA ENTIDADE QUE SE COMUNICAVA ATRAVÉS DA LUZ
Segundo Vallée, a comunicação entre Gilbert e a entidade não ocorreu através de uma linguagem humana convencional.
As respostas seriam apresentadas através de configurações de luz. Gilbert teria recebido perguntas específicas para apresentar à entidade.
Algumas respostas teriam produzido impressões ou configurações que ele não conseguiu interpretar completamente.
A comunicação teria durado várias horas. O detalhe é particularmente importante para Vallée porque, segundo ele, a utilização da luz como forma de comunicação aparece também em outros relatos investigados ao longo de sua trajetória. Para o pesquisador, isso poderia representar um padrão digno de investigação.
O SER ESTAVA VIVO?
Coulthart questiona Vallée sobre a natureza da entidade.
Seria uma projeção? Uma espécie de tecnologia? Uma simulação? Ou um organismo vivo? Vallée trata a questão como algo que precisa ser analisado com cuidado.
No entanto, dentro do relato de Gilbert, a entidade era considerada biologicamente viva. Não seria simplesmente uma imagem ou uma manifestação incorpórea.
A história, portanto, descreve uma situação ainda mais extraordinária: um grupo ligado a uma instalação militar teria supostamente mantido contato com um ser não humano vivo durante um período prolongado.
UM PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO COM UM SER NÃO HUMANO?
Ross Coulthart leva a interpretação um passo adiante. A partir dos relatos registrados por Vallée, ele questiona se aquilo poderia significar a existência de um programa sistemático envolvendo uma entidade não humana.
A hipótese apresentada durante a conversa seria a de que um grupo ligado a uma instalação militar teria acesso a um ser vivo e desenvolvido, ao longo do tempo, um programa multidisciplinar de comunicação com ele.
Gilbert seria apenas um dos especialistas envolvidos.
Vallée considera que essa interpretação é coerente com a estrutura descrita no relato. Ele menciona ainda que, segundo Gilbert, havia diferentes especialistas trabalhando no local e que poderiam existir outras instalações ou laboratórios.
Vallée afirma:
“Eles tinham uma base.”
A declaração é baseada no que Gilbert teria relatado a ele.
Isso não significa, entretanto, que Vallée tenha apresentado documentação independente comprovando a existência da instalação.
HAVIA OUTROS SERES?
Esse é um dos pontos mais intrigantes da conversa.
Quando Coulthart pergunta sobre a frase registrada por Vallée em seus diários, segundo a qual as respostas de Gilbert coincidiam com resultados anteriores, Vallée explica que sua compreensão era de que equipes já trabalhavam com aquele ser e talvez com outros seres havia algum tempo.
Segundo ele, não pareceria tratar-se de um episódio isolado. Gilbert teria estado em apenas um dos laboratórios.
Vallée também menciona a possibilidade de pessoas de diferentes setores das Forças Armadas estarem envolvidas e afirma que havia homens e mulheres especializados trabalhando no local.
Ao mesmo tempo, ele deixa claro que não sabe se esse suposto programa continua funcionando atualmente.
CAPTURADO OU VOLUNTÁRIO?
Outro aspecto incomum surge quando Coulthart pergunta sobre a condição da entidade.
Ela estaria sendo mantida contra sua vontade?
Segundo o relato de Gilbert apresentado por Vallée, não.
A entidade teria sido descrita como voluntária.
Ou seja, a interpretação apresentada seria a de que o ser não estaria necessariamente sendo mantido como um prisioneiro.
Essa informação, entretanto, também depende do relato de Gilbert.
Vallée deixa claro durante a entrevista que não possui uma maneira independente de verificar tudo o que seu interlocutor contou.
VALLÉE TAMBÉM DIZ TER ENCONTRADO UMA ENTIDADE
Talvez uma das revelações mais pessoais da entrevista aconteça quando Coulthart pergunta diretamente a Vallée se ele próprio já havia encontrado uma entidade.
A resposta é afirmativa.
Vallée afirma ter tido um encontro pessoal, cara a cara, com uma entidade semelhante à descrita por Gilbert.
Segundo seu relato, aconteceu aproximadamente duas décadas atrás. O encontro teria sido inesperado.
Vallée diz que ficou assustado e não estava preparado para aquela situação. Por isso, não houve comunicação significativa entre ele e a entidade.
Ele afirma que registrou o episódio em seu livro.
“EU NÃO TENHO COMO PROVAR O QUE GILBERT ME CONTOU”
Apesar de toda a importância que atribui ao relato, Vallée faz uma ressalva fundamental. Ele diz que não possui uma maneira de provar diretamente aquilo que Gilbert lhe contou.
A declaração é importante porque demonstra o limite entre um relato investigado e uma evidência independentemente comprovada.
Vallée afirma que não pretende divulgar dados pertencentes a Gilbert sem autorização e que existem planos para que o material seja publicado de maneira apropriada.
Assim, a história permanece, neste momento, como um relato extraordinário ainda aguardando possibilidades de verificação independente.
VARGINHA E GILBERT: DOIS TIPOS DE SERES?
A comparação entre os dois episódios produz uma das perguntas mais interessantes da entrevista.
De um lado, Varginha apresenta pequenos seres humanoides, com características físicas relativamente próximas das humanas.
De outro, o caso de Gilbert descreve uma entidade de grande porte, aparentemente luminosa, que se comunicaria por padrões de luz.
São descrições extremamente diferentes.
E justamente por isso Vallée demonstra interesse em procurar possíveis relações entre casos aparentemente desconectados. Sua abordagem não parte necessariamente da ideia de que todas as entidades são iguais.
Pelo contrário.
Talvez diferentes tipos de seres estejam envolvidos. Ou talvez as diferenças observadas tenham outra explicação.
Essa é uma das perguntas que permanecem abertas.
OS “GRAYS” PODERIAM SER SERES BIOLOGICAMENTE PRODUZIDOS?
A discussão sobre Varginha leva a uma hipótese ainda mais controversa. Coulthart apresenta a possibilidade de que os pequenos seres tradicionalmente descritos em relatos de OVNIs — os chamados “grays” — possam não ser necessariamente os responsáveis pelo fenômeno.
Eles poderiam ser organismos biológicos produzidos, modificados ou adaptados para determinadas funções.
A ideia é apresentada na conversa como uma hipótese.
Vallée não a transforma em fato.
Ele lembra que a própria biologia humana já discutiu, em diferentes contextos, a possibilidade de modificar organismos para ambientes específicos.
A exploração espacial, por exemplo, levanta questões sobre como organismos poderiam ser adaptados para sobreviver em condições diferentes das encontradas na Terra.
Mas transformar essa possibilidade teórica em uma explicação para os seres associados aos OVNIs é outro passo — e esse passo permanece sem comprovação.
O PROBLEMA DOS “PILOTOS”
Essa discussão leva a uma pergunta maior:
E se os seres observados próximos aos objetos não forem necessariamente os responsáveis pelo fenômeno?
Ao longo das décadas, muitos relatos descrevem criaturas próximas a objetos aparentemente extraordinários.
A interpretação tradicional é simples: seriam os ocupantes ou pilotos dessas máquinas.
Mas Vallée há muito tempo questiona explicações excessivamente simples para o fenômeno.
Se algumas entidades fossem apenas “operadores”, isso poderia significar que a inteligência responsável estaria em outro nível.
Nesse cenário, o ser observado fisicamente poderia ser apenas uma parte de um sistema muito maior.
É uma hipótese especulativa, mas ajuda a explicar por que Vallée prefere analisar padrões entre centenas de casos em vez de buscar uma explicação única para todos eles.
AMOSTRAS FÍSICAS DE CASOS DE TODO O MUNDO
A investigação de Vallée também ultrapassa os relatos. Durante a conversa, ele afirma trabalhar com o cientista Garry Nolan na análise da composição de diversas amostras relacionadas a avistamentos e supostos acidentes.
Segundo Vallée, existem amostras físicas provenientes de diferentes partes do mundo, incluindo:
França, Argentina, Brasil, México e Estados Unidos.
A intenção seria procurar características comuns — aquilo que Vallée chama de invariantes do fenômeno.
A pergunta é simples, mas difícil:
materiais associados a casos diferentes apresentam alguma característica que se repete?
Se existisse um padrão físico verificável, ele poderia fornecer uma linha de investigação muito mais concreta.
E OS SUPOSTOS DESTROÇOS?
A conversa também entra em uma das questões mais controversas da ufologia: supostos programas de recuperação de objetos acidentados.
Coulthart questiona Vallée sobre alegações envolvendo programas de recuperação de possíveis aeronaves não humanas.
Vallée reconhece a existência de informações e relatos relacionados a esse tema e afirma aceitar a possibilidade de que existam materiais recuperados de origem não humana.
Ele também menciona seu contato, ao longo dos anos, com especialistas e pesquisadores ligados a diferentes instituições.
Entretanto, a discussão permanece cercada por questões de acesso, documentação e verificação independente.
QUANDO UM OVNI DEIXA MARCAS NA FLORESTA
A entrevista termina abordando um caso muito diferente dos episódios envolvendo seres.
Em 30 de dezembro de 1966, o professor de física Louis Galloway viajava com a família por uma região densamente arborizada próxima a Haynesville, na Louisiana.
Segundo o relato discutido por Vallée, a família observou um fenômeno luminoso extremamente intenso.
Inicialmente avermelhado e alaranjado, o fenômeno teria aumentado dramaticamente de intensidade até produzir uma luz branca capaz de superar o brilho dos faróis do automóvel e iluminar a vegetação ao redor.
O caso chamou a atenção de Vallée porque havia efeitos físicos associados ao ambiente.
UMA ESTIMATIVA DE ATÉ 1,4 GIGAWATT
Estudos mencionados durante a entrevista estimaram a energia radiativa envolvida no fenômeno entre aproximadamente 500 e 1.400 megawatts.
O limite superior corresponde a cerca de 1,4 gigawatt.
Coulthart observa que essa ordem de grandeza se aproxima da potência de uma usina nuclear.
O aspecto mais impressionante é que essa estimativa teria sido associada a um objeto luminoso de apenas alguns metros de dimensão.
Vallée explica que o caso chegou até ele durante seu trabalho com estatísticas do antigo Projeto Blue Book.
Ele também preservou um fragmento de casca de árvore relacionado ao caso e demonstrou interesse em encontrar uma maneira de analisá-lo sem destruir a amostra.
O QUE VALLÉE AINDA PROCURA?
Depois de décadas investigando o fenômeno, Vallée parece menos interessado em encontrar uma explicação simples e mais interessado em compreender sua estrutura.
Os casos discutidos na entrevista são muito diferentes entre si:
Varginha, com seus pequenos humanoides;
Gilbert, com uma entidade de grande porte em um laboratório subterrâneo;
o encontro pessoal de Vallée, que ele diz ter vivido;
Trinity, Socorro e Valensole, utilizados por ele para comparação;
amostras físicas provenientes de diferentes países;
e Haynesville, onde um fenômeno luminoso teria produzido efeitos ambientais mensuráveis.
São histórias que pertencem a épocas e contextos diferentes.
Mas, para Vallée, o valor está justamente na possibilidade de encontrar padrões entre elas.
UMA PERGUNTA AINDA MAIOR
Talvez a parte mais profunda da investigação de Vallée não seja descobrir simplesmente “de onde vieram os OVNIs”.
A pergunta pode ser ainda mais complexa:
o fenômeno está realmente chegando à Terra vindo de algum lugar do espaço?
Vallée há décadas questiona essa interpretação exclusivamente extraterrestre.
Sua hipótese é que o fenômeno possa envolver algo muito mais complexo — relacionado à percepção humana, à consciência, à natureza da realidade ou a níveis de existência que ainda não compreendemos.
Isso não significa que essa hipótese esteja comprovada.
Significa que, para Vallée, reduzir todos os casos à ideia de “naves vindas de outro planeta” pode não ser suficiente para explicar todas as características observadas.
VARGINHA, GILBERT E O MISTÉRIO DOS SERES
Entre todas as histórias discutidas, Varginha ocupa uma posição especialmente interessante. O caso brasileiro apresenta seres pequenos, humanoides e aparentemente biológicos.
O relato de Gilbert apresenta uma entidade muito maior, luminosa e capaz, segundo a história, de participar de uma forma de comunicação desconhecida.
Vallée ainda acrescenta seu próprio relato de um encontro com uma entidade semelhante à descrita por Gilbert.
Três histórias.
Três contextos diferentes.
E uma questão em comum:
o que exatamente são essas entidades?
Seriam visitantes extraterrestres?
Seriam organismos produzidos ou modificados para determinadas funções?
Seriam manifestações de uma inteligência ainda desconhecida?
Seriam fenômenos físicos que interpretamos através de categorias humanas?
Ou existe uma explicação completamente diferente?
Até o momento, nenhuma dessas possibilidades foi demonstrada de forma definitiva.
Mas é justamente nesse território de incerteza que Jacques Vallée passou grande parte de sua vida.
O ÚLTIMO RELATÓRIO DE UMA VIDA
Forbidden Science 7 é apresentado como o volume final de uma série de diários que acompanha décadas da investigação de Vallée.
Mas, ao final da conversa, fica uma impressão curiosa.
Apesar do título de “relatório final”, Vallée não parece considerar que todas as perguntas tenham chegado ao fim.
Quando questionado sobre se continuará registrando suas experiências, ele deixa aberta a possibilidade de que o trabalho não termine ali.
Depois de quase sete décadas observando relatos, documentos, testemunhas, materiais e investigadores, Vallée continua diante da mesma questão fundamental:
o que está por trás do fenômeno que há décadas chamamos de OVNI?
Talvez Varginha seja apenas mais uma peça.
Talvez o ser descrito por Gilbert seja outra.
Talvez os materiais analisados por Vallée e seus colaboradores revelem algum padrão no futuro.
Ou talvez a verdadeira natureza do fenômeno esteja em uma categoria que ainda não sabemos sequer como definir.
Por enquanto, as perguntas permanecem abertas.
E, para Jacques Vallée, talvez seja justamente essa a razão pela qual ainda vale a pena continuar procurando.

