Secretário de Estado afirma que objetos desconhecidos sobrevoam áreas militares americanas e defende investigação, mas rejeita afirmar que sejam de origem extraterrestre
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, voltou a chamar atenção para o fenômeno dos UAPs — Fenômenos Aéreos Não Identificados — ao afirmar que objetos desconhecidos têm sido observados sobre instalações militares americanas.
Em entrevista ao The Katie Miller Podcast, Rubio foi questionado sobre os relatos envolvendo objetos cuja origem permanece desconhecida. Sua resposta foi direta:
“Não sei quem é. Não sei o que é. Mas há coisas sobrevoando nossas instalações militares, e elas não são nossas, e devemos investigar isso.”
A declaração não representa, entretanto, uma confirmação de que os objetos sejam extraterrestres. Rubio apresentou o assunto principalmente como uma questão de segurança nacional, destacando a necessidade de descobrir quem — ou o que — está operando em áreas militares sensíveis.
“NÃO SEI QUEM É. NÃO SEI O QUE É.”
A escolha das palavras de Rubio chamou atenção porque ele não atribuiu imediatamente os fenômenos a uma explicação específica.
Segundo as reportagens, entre as possibilidades consideradas estão drones, tecnologia estrangeira, sistemas experimentais americanos, objetos identificados incorretamente ou fenômenos que continuam sem explicação.
Para Rubio, entretanto, existe uma questão anterior a qualquer discussão sobre extraterrestres: se um objeto desconhecido está operando próximo a uma instalação militar americana, as autoridades precisam determinar sua origem e avaliar se existe algum risco.
O secretário de Estado afirmou que já vinha levantando essa questão há anos, desde seu período como senador da Flórida. Segundo ele, em diversas ocasiões tentou obter respostas de autoridades de inteligência e militares sobre objetos observados no espaço aéreo americano.
Em determinado momento, Rubio resumiu sua preocupação questionando se as autoridades realmente sabiam o que estava acontecendo:
“Vocês percebem que há coisas voando pelo espaço aéreo? Nós não sabemos o que são.”
EXTRATERRESTRES OU TECNOLOGIA ESTRANGEIRA?
A declaração de Rubio ganhou repercussão entre pesquisadores de UAP porque deixa aberta uma questão fundamental: se determinados objetos não pertencem às forças americanas, quem os opera?
As reportagens estrangeiras destacam diferentes possibilidades.
Uma delas seria a utilização de tecnologia de espionagem estrangeira, potencialmente desenvolvida por países adversários dos Estados Unidos.
Outra possibilidade seria a existência de tecnologias experimentais americanas ainda não reconhecidas publicamente.
E existe, naturalmente, a hipótese extraterrestre — possibilidade que desperta enorme interesse entre pesquisadores e entusiastas de OVNIs.
Rubio, porém, não afirmou que os objetos sejam alienígenas.
Sua posição foi mais cautelosa: existem fenômenos que não foram identificados e que precisam ser investigados.
RUBIO REJEITA A IDEIA DE UM GRANDE “ACOBERTAMENTO”
Outro ponto importante da entrevista foi a discussão sobre a possibilidade de o governo americano esconder informações sobre OVNIs.
Rubio reconheceu que existe uma parcela da população convencida de que Washington sabe muito mais sobre o fenômeno do que admite.
“As pessoas realmente acreditam que estamos acobertando algo.”
Apesar disso, o secretário rejeitou a ideia de que o governo Trump esteja escondendo uma prova definitiva da existência de extraterrestres.
Segundo Rubio, caso o governo americano tivesse conhecimento inequívoco de uma descoberta dessa magnitude, seria difícil imaginar que um presidente não utilizasse o acontecimento politicamente.
Ele argumentou que, diante de uma descoberta capaz de alterar a compreensão humana sobre o universo, haveria grande incentivo para que o presidente viesse a público.
“Se soubéssemos, o presidente estaria em cima disso. Haveria um pronunciamento em horário nobre. Ele mostraria as fotos e os vídeos.”

OS ARQUIVOS DESCLASSIFICADOS
As declarações de Rubio acontecem em um momento de crescente divulgação de documentos relacionados aos UAPs pelo governo americano.
Segundo o IBTimes, o Pentágono começou, em 8 de maio de 2026, a publicar materiais no âmbito do Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters (PURSUE).
Os lotes divulgados incluem documentos, fotografias, gravações de áudio e vídeos provenientes de diferentes órgãos governamentais.
Entre as instituições citadas estão o Pentágono, FBI, CIA, NASA e Departamento de Energia.
A divulgação, contudo, ainda não apresentou uma confirmação pública de que os objetos registrados sejam espaçonaves extraterrestres.
Os documentos registram ocorrências que, em alguns casos, permanecem sem explicação com base nas informações disponíveis. Entretanto, um fenômeno ser classificado como “não identificado” não significa necessariamente que sua origem seja extraterrestre.
“OS ARQUIVOS TRAZEM PERGUNTAS, NÃO RESPOSTAS”
Esse talvez seja o ponto central do atual debate.
A divulgação de documentos oficiais permite aos pesquisadores analisar ocorrências que anteriormente estavam restritas aos arquivos governamentais.
Até o momento, segundo a reportagem, os materiais tornados públicos não confirmam a existência de tecnologia alienígena recuperada ou restos não humanos. O artigo também observa que os registros divulgados não apresentam evidências de uma nave extraterrestre acidentada ou de um sistema de propulsão submetido a engenharia reversa.
Sua preocupação permaneceu concentrada em uma questão mais imediata: o que são os objetos que aparecem em áreas militares sensíveis e por que as autoridades não conseguem identificá-los?
UMA QUESTÃO DE SEGURANÇA NACIONAL
Para o secretário de Estado, a discussão sobre UAPs não deveria depender da crença em extraterrestres.
Um objeto desconhecido sobre uma instalação militar já representa um problema de segurança, independentemente de sua origem.
Se for um drone, é necessário descobrir quem o opera.
Se for tecnologia estrangeira, é necessário identificar o país responsável.
Se for um sistema experimental americano, é necessário determinar por que outras autoridades não sabem de sua existência.
E, caso não se encaixe em nenhuma dessas categorias, permanece a necessidade de investigar.
É essa perspectiva que Rubio parece defender.
O MISTÉRIO CONTINUA
As declarações do secretário de Estado não encerram o debate sobre os UAPs. Pelo contrário, colocam novamente uma questão desconfortável no centro da discussão:
SE ELES NÃO SÃO NOSSOS, ENTÃO DE QUEM SÃO?
Rubio não apresentou uma resposta.
Também não afirmou que sejam extraterrestres.
O que reconheceu foi algo mais simples — e, ao mesmo tempo, bastante significativo: há objetos observados sobre instalações militares americanas cuja identidade não está determinada publicamente.
Enquanto os novos arquivos continuam sendo analisados e mais informações chegam ao público, permanece aberta a questão sobre a natureza desses fenômenos.
Por enquanto, a posição oficial apresentada por Rubio pode ser resumida em três pontos:
eles existem como relatos e ocorrências investigadas; sua origem permanece incerta; e o assunto merece investigação.
A resposta para a pergunta sobre quem — ou o que — está por trás desses objetos continua sendo uma das grandes incógnitas do atual debate sobre os UAPs.
NOTA DA REDAÇÃO
Esta matéria apresenta exclusivamente as declarações e informações atribuídas a Marco Rubio nas reportagens do IBTimes UK e NewsNation utilizadas como fontes.
Fontes: IBTimes UK · IBTimes UK — “‘They’re Not Ours’: · newsnationnow.com

