EXTRATERRESTRES ESTIVERAM NO ANTIGO EGITO? – PARTE 2

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Na primeira parte deste artigo, abordamos a questão da construção das pirâmides que, para muitos, ainda é um grande enigma. Se você não viu a PARTE 1, acesse este link.
Durante a expedição ao Egito, visitei muitos lugares misteriosos, como o complexo funerário de Saqqara, e nesta segunda parte mostrarei alguns aspectos intrigantes desta região e de outras localidades do Antigo Egito.

Extraterrestres na Mastaba de Ptah-Hotep?

Visitei este complexo no dia 6 de junho de 2006, distante 30 km ao norte do Cairo. Esta foi a primeira pirâmide construída pelo arquiteto e médico real Imhotep, com 62,5 metros de altura.

Ao fundo, a pirâmide de Saqqara Fonte: Arquivo GUG


A pirâmide escalonada de Saqqara (ou de Djoser) pertence à III Dinastia e está corroída pela erosão, mas ainda continua inteira e atualmente é cuidada pelo Governo egípcio. Na região estão várias mastabas importantes, como, por exemplo, a de Akhti-Hotep, Ptah-Hotep e Kagemni, dentre outras.
No ano de 2004, circulou uma matéria sensacionalista na internet onde se divulgou a suposta foto de um extraterrestre do tipo gray, tirada por um turista em visita à Mastaba de Ptah-Hotep.
A matéria informava que o suposto deus extraterrestre estava recebendo a oferenda de uma ave e contrastava com os personagens típicos da época, pois possuía “olhos avantajados e escuros, corpo magro, pequeno e sem o tom colorido dos demais… descrição muito parecida com a de relatos de avistamentos de extraterrestres do tipo gray”.
Infelizmente, não se trata de um alienígena, mas da representação da flor de lótus, que é um símbolo sagrado que evocava o renascimento ou a ressurreição. No Egito Antigo, existiram duas espécies nativas de flores de lótus: a branca (Nymphaea lotus) e a azul (Nymphaea caerulea). O lótus azul é o que aparece nos hieróglifos da maioria dos templos.
Pude observar em vários templos que visitei a flor de lótus como símbolo sagrado, relacionado inclusive à lenda da ressurreição de Osíris, o que é bem diferente da fotografia em questão, que estava, inclusive, fora de foco no site. Não dá para saber se foi proposital ou se o turista realmente confundiu a flor de lótus com um extraterrestre.

Flor de lótus confundida com um extraterrestre? Fonte: Internet

Seres com capacetes no Vale dos Reis…

Uma grande montanha em forma de pirâmide domina a paisagem no Vale dos Reis. Acredito que esse visual piramidal motivou os antigos egípcios a escolherem aquela área como um lugar de descanso eterno.

Estive no Vale dos Reis, a principal necrópole real egípcia, no dia 5 de junho de 2006. São numerosos os túmulos ali existentes com pinturas exuberantes, sendo que muitos dos proprietários ainda não foram identificados pelos arqueólogos. Entretanto, entre os túmulos já catalogados, temos a famosa tumba de Tutancâmon, de Ramsés IX, de Seti I, de Ramsés VI e de Horemheb.

Percebi que não é somente nas tumbas do Vale dos Reis que se encontram pinturas coloridas e realistas. Em outros templos do Antigo Egito e nos túmulos do Vale das Rainhas, por exemplo, é possível visualizar diversos temas e cenas do cotidiano daquela antiga civilização. Tais desenhos são muito impressionantes e reproduzem cenas de submissão de outros povos por meio de guerras, de oferendas diversas, da vida social, cultural e econômica, de trabalhos agrícolas, de aspectos astrológicos e astronômicos, mas principalmente dos ritos funerários de passagem para a outra vida.

Seres com capacetes? Fonte: Arquivo GUG

Chamou a minha atenção a tumba de Ramsés VI — também conhecida como KV9 —, descoberta pelo pesquisador James Burton nos anos de 1820. Trata-se de uma das tumbas mais preservadas do Vale dos Reis, localizada em um lugar privilegiado na parte central do vale e ao lado da tumba de Tutancâmon.

Esta tumba de Ramsés VI, com tetos altos e amplos corredores pertencentes à XX Dinastia, possui uma decoração muito diferente da utilizada pelos faraós anteriores, e alguns pesquisadores de Ufologia acreditam que certos desenhos em seu interior seriam a representação de seres com capacetes, provenientes das estrelas.

Onde está localizado o sarcófago de granito, percebe-se uma decoração com cenas do “Livro das Portas” e, no teto, desenhos astronômicos. Esse livro descreve a viagem noturna do Sol pelo rio do além, que passa pelas regiões das doze horas, transpondo doze portas sucessivas cujos guardiões têm nomes aterradores. Em outro recinto, existe decoração com cenas do “Livro das Cavernas”, que mostram um além dividido em seis regiões, como se fossem grutas fechadas. O faraó-deus passa a noite no mundo dos mortos, onde se desloca de barco, enfrentando provações no além antes de renascer pela manhã.

As crenças funerárias dos egípcios também estão presentes na câmara principal, na qual vemos o céu pintado de azul-escuro e coberto de estrelas amarelas, representando a deusa Nut, divindade do céu. Simbolicamente, os tetos são como parte do próprio espaço.

Do lado esquerdo, os capacetes estão colocados no chão Fonte: Arquivo GUG

No que diz respeito às estranhas figuras de capacete que aparecem na tumba de Ramsés VI — e que também surgem em outras tumbas —, são representações dos habitantes do mundo dos espíritos ou do além.

Em outras tumbas do Vale dos Reis, podem-se ver criaturas com cabeça esférica (semelhante a um capacete) e também com antenas, feições estranhas ou mutiladas. Porém, minha opinião pessoal é de que não é correto interpretar tais figuras fora da mentalidade de um egípcio daquela época. Não se pode afirmar que se trate, pura e simplesmente, de alienígenas, a não ser que estes habitem, supostamente, o mundo do além. Seria possível essa hipótese? Penso que é mais sensato acreditarmos que seriam seres imaginários, supostos habitantes de um mundo que não existe no plano real, todavia inseridos dentro de uma crença religiosa.

Edison Boaventura Júnior nas tumbas do Vale dos Reis Fonte: Arquivo GUG

Um registro histórico no final dos anos 1800

Na atualidade, raros são os registros de observações de OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados) nos céus do Egito. Entretanto, no Bulletin de l’Institut Égyptien, do ano de 1893, p. 326, consta um relato interessante de uma observação inusitada feita pelo Dr. Abbate Pacha, vice-presidente do Instituto Egípcio naquela época.

Está registrado que ele passou uma noite no deserto junto às pirâmides, em companhia do Sr. William Groff, membro do Instituto Egípcio. No boletim, está relatado: “Às oito horas da noite, percebi uma luz em borneio, lentamente cercando a terceira pirâmide, quase na altura do ápice; era como uma pequena chama. A luz deu três voltas e desapareceu. Observei atentamente essa pirâmide durante uma boa parte da noite; às onze horas tornei a ver a mesma luz, mas desta vez era de cor azulada; subiu lentamente, quase em linha reta, chegou até certa altura e, acima da cúspide do monumento, desapareceu”.

Consta que o Sr. William Groff entrevistou os beduínos, descobrindo que a misteriosa luz já havia sido observada frequentemente por eles e, segundo a tradição local, existia há muitos séculos. Os árabes atribuíam essa luz aos espíritos guardiões das pirâmides. Na época, não foi possível achar uma explicação natural para aquele fenômeno.

Seria o fenômeno relatado de origem natural ou sobrenatural? Seria de origem astronômica ou estaria relacionado ao fenômeno dos OVNIs? Uma coisa é certa: os mistérios egípcios são profundos. Vale a pena meditarmos sobre eles, mas de forma sensata e com os pés no chão! Na Parte 3 deste artigo trarei mais alguns enigmas…

ACESSE AQUI – PARTE 1

ACESSE AQUI – PARTE 3 (FINAL)

Egípcios com capacetes ou seriam “deuses”? Fonte|: Arquivo GUG

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