
O estranho humanoide que intrigou os Estados Unidos e continua sendo comparado ao ET de Varginha!
Por Fabio Furtado
Na primavera de 1977, uma pequena cidade do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, tornou-se palco de um dos mais intrigantes casos da história da ufologia e da criptozoologia. Durante apenas duas noites, três adolescentes relataram encontros independentes com uma criatura completamente desconhecida.
Ela era pequena, extremamente magra, possuía uma cabeça enorme, olhos brilhantes e parecia não pertencer a nenhuma espécie conhecida.
Nascia ali o mistério que ficou conhecido mundialmente como O Demônio de Dover (Dover Demon).
Quase cinquenta anos depois, nenhuma explicação conseguiu encerrar definitivamente o caso.
A PEQUENA CIDADE QUE ENTROU PARA A HISTÓRIA

Dover é uma cidade tranquila localizada no estado de Massachusetts, cerca de 25 quilômetros de Boston.
Em 1977, possuía pouco mais de 5 mil habitantes.
Era conhecida por suas estradas estreitas, grandes áreas de mata, fazendas e muros de pedra antigos.
Justamente por ser um lugar extremamente calmo, qualquer acontecimento incomum rapidamente chamava atenção de toda a população.
Foi exatamente isso que ocorreu entre os dias 21 e 22 de abril de 1977.
A PRIMEIRA TESTEMUNHA
William “Bill” Bartlett
Na noite de 21 de abril de 1977, por volta das 22h30, Bill Bartlett, de 17 anos, dirigia seu Volkswagen acompanhado de dois amigos pela Farm Street.
Os faróis iluminaram algo sobre um velho muro de pedras.

Inicialmente pensou tratar-se de um cachorro.
Quando se aproximou percebeu que aquilo era completamente diferente.
Segundo seu relato:
- aproximadamente 1,20 metro de altura;
- cabeça gigantesca em formato oval;
- olhos grandes e alaranjados;
- pele lisa, áspera e sem pelos;
- braços extremamente compridos;
- dedos longos envolvendo as pedras do muro;
- ausência visível de nariz, boca e orelhas.
Bartlett ficou tão impressionado que desenhou imediatamente a criatura ao chegar em casa.
No desenho escreveu:
“Eu, Bill Bartlett, juro sobre uma pilha de Bíblias que vi esta criatura.”
Esse desenho tornou-se um dos registros mais famosos da ufologia norte-americana.
O SEGUNDO ENCONTRO
Cerca de duas horas depois…
O jovem John Baxter, de apenas 15 anos, caminhava sozinho por Miller Hill Road.
Ele afirmou ter visto um pequeno ser parado próximo a uma árvore.
Inicialmente acreditou tratar-se de uma criança.
Ao aproximar-se percebeu uma criatura extremamente magra.
Segundo Baxter:
- cabeça muito maior que o corpo;
- olhos enormes;
- braços desproporcionais;
- pernas muito finas;
- movimentos rápidos e silenciosos.
Assustado, saiu correndo.
Seu relato foi considerado extremamente importante porque ocorreu em outro local e sem contato prévio com Bill Bartlett.
O TERCEIRO RELATO
Na noite seguinte, 22 de abril, outra adolescente, Abby Brabham, de 15 anos, viajava de carro com um amigo.
Ela afirmou ter observado uma criatura praticamente idêntica.
Seu companheiro também declarou ter visto algo estranho.
As descrições eram surpreendentemente semelhantes às anteriores:
- cabeça enorme;
- corpo pequeno;
- olhos brilhantes;
- pele clara;
- membros muito longos.
Foi o terceiro relato em menos de 24 horas.
COMO ERA O DEMÔNIO DE DOVER?
Com base nos desenhos das testemunhas e nos depoimentos, o ser apresentava:
Altura
Entre 1 metro e 1,20 metro.
Cabeça
Enorme, oval, lembrando uma melancia.
Olhos
Muito grandes.
Brilhantes.
Alaranjados.
Pele
Lisa.
Sem pelos.
Coloração bege ou pêssego.
Aspecto semelhante a lixa.
Braços
Muito longos.
Dedos
Finos e compridos.
Pernas
Muito delgadas.
Nenhuma testemunha relatou dentes, cabelos ou qualquer vocalização. O que mais intrigou as autoridades na época….
A REAÇÃO DA POPULAÇÃO
Quando os relatos vieram à tona semanas depois, Dover mudou completamente.A rotina da pequena cidade recebeu:
- jornalistas de todas as partes dos EUA;
- curiosos;
- ufólogos;
- criptozoologistas;
- policiais;
- pesquisadores independentes.
Moradores passaram a evitar caminhar sozinhos durante a noite. Acharavam imprudente,pois não sabiam oque estavam enfrentando.
Pais proibiram crianças de brincar nas áreas de mata.
Embora o episódio tenha durado apenas dois dias, tornou-se o assunto dominante da cidade por semanas.
O IMPACTO ATÉ OS DIAS DE HOJE
Mesmo décadas depois, Dover continua sendo lembrada mundialmente por esse episódio.
O caso aparece frequentemente em:
- livros de ufologia;
- livros de criptozoologia;
- documentários;
- podcasts;
- programas de televisão;
- quadrinhos;
- animações.
O “Demônio de Dover” tornou-se parte permanente do folclore moderno dos Estados Unidos. E ate hoje é citado em varios relatos ufológicos nos EUA e no mundo todo.
AS HIPÓTESES
Diversas explicações foram propostas.
Animal desconhecido
Alguns sugeriram um filhote de alce ou cavalo.
Entretanto, nenhum desses animais possui dedos longos capazes de agarrar pedras.
Coruja
O investigador cético Joe Nickell propôs que uma coruja-das-neves, iluminada pelos faróis, poderia explicar parte das descrições. A hipótese, porém, não explica de forma satisfatória todos os relatos, especialmente o encontro de John Baxter a pé.
Fraude
A polícia chegou a sugerir uma brincadeira de adolescentes.
Porém:
- nunca houve confissão;
- os desenhos foram feitos separadamente;
- as testemunhas mantiveram suas versões por décadas.
Visitante extraterrestre
Pesquisadores ligados à ufologia consideraram a possibilidade de um ser extraterrestre, principalmente pela aparência humanoide incomum. No entanto, nenhum dos relatos incluiu observação de UFOs ou evidências físicas que confirmassem essa hipótese.
A LIGAÇÃO COM O ET DE VARGINHA
Esta é uma das comparações mais conhecidas entre pesquisadores.
Algumas semelhanças frequentemente apontadas incluem:
- baixa estatura;
- cabeça desproporcional;
- olhos grandes;
- braços longos;
- aparência incomum.
Entretanto, também existem diferenças marcantes.
O ser de Varginha foi descrito por testemunhas como tendo pele marrom-escura, olhos avermelhados e protuberâncias na cabeça, além de um forte odor de amônia. Já o Demônio de Dover foi descrito com pele clara, sem protuberâncias aparentes e sem relatos de odor.
Até o momento, não existe qualquer evidência científica ou documental que estabeleça uma ligação entre os dois casos. A associação permanece apenas como uma hipótese debatida por parte da comunidade ufológica.
POR QUE O CASO CONTINUA VIVO?
Pouquíssimos relatos de criaturas desconhecidas apresentam características como:
- múltiplas testemunhas em curto intervalo de tempo;
- desenhos produzidos logo após os eventos;
- consistência entre descrições;
- ausência de ganho financeiro ou confissão de fraude.
Por outro lado, também não há fotografias, vestígios biológicos ou qualquer evidência física que permita confirmar a existência da criatura.
Esse equilíbrio entre relatos consistentes e falta de provas materiais faz do Demônio de Dover um dos casos mais debatidos da ufologia e da criptozoologia.
CONCLUSÃO
O Demônio de Dover permanece como um dos maiores enigmas da história moderna. Em apenas duas noites, uma pequena cidade norte-americana tornou-se palco de um mistério que atravessou gerações. Quase cinquenta anos depois, o caso continua dividindo opiniões entre céticos, pesquisadores e entusiastas do fenômeno.
Se os jovens testemunharam um animal desconhecido, uma interpretação equivocada em condições de baixa visibilidade, uma fraude elaborada ou um visitante de origem não identificada, ainda não há resposta definitiva. O que permanece é um registro histórico singular: três relatos independentes, descrições semelhantes e um mistério que resiste ao tempo, alimentando comparações com outros episódios famosos, como o Caso Varginha, sem que exista, até o momento, qualquer comprovação de uma conexão entre eles.


