Na noite de 17 de junho de 2026, o plenário da Câmara Municipal de Sorocaba, no interior do estado de São Paulo, sediou uma discussão histórica para o calendário legislativo do município. A vereadora e presidente da mesa, Fernanda Garcia (PSOL) promoveu a primeira audiência pública da Casa focada na transparência de informações mantidas por órgãos públicos, sobre a funcionalidade da Lei de Acesso à Informação (LAI), com atenção especial às demandas de pesquisadores sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs/OVNIs).
O evento destacou como a LAI tem sido aplicada no Brasil e os obstáculos enfrentados por cidadãos para acessar documentos restritos. A mesa de debates reuniu pesquisadores, Imprensa, autoridades e membros de entidades como a Agência de Ufologia Nacional e Internacional (ANUBIS) e a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU).
O Discurso de Edison Boaventura Júnior: A Era da Revelação
Um dos pontos altos das explanações de pesquisadores que estavam pessoalmente e remotamente na audiência foi o pronunciamento do renomado ufólogo Edison Boaventura Júnior, presidente do Grupo Ufológico de Guarujá (GUG) e vice presidente da ANUBIS. Em um discurso firme, ele contextualizou o atual cenário global, citando a liberação maciça de documentos, áudios, fotos e vídeos pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos sob ordem oficial do presidente Donald Trump.
“O mundo vive uma guinada histórica em direção ao desacobertamento, a Era da Revelação”, afirmou Edison. Ele destacou que órgãos como a NASA e o Pentágono criaram escritórios dedicados ao rastreio dessas anomalias, abandonando o estigma do termo “disco voador” para adotar uma abordagem científica sob a nomenclatura UAP. Países como Japão, França, Inglaterra e Austrália também avançam na abertura de seus arquivos de Óvnis.

O Histórico de Sorocaba e a Barreira da LAI
Edison ressaltou a importância geográfica e histórica de Sorocaba no cenário ufológico nacional. Ele relembrou o célebre caso do “Morro da Mariquinha”, ocorrido em janeiro de 1979, que contou com milhares de testemunhas e registros fotográficos da imprensa, além de reforçar que os avistamentos continuam ativos nas zonas urbana e rural da cidade.
No âmbito federal, o pesquisador criticou as barreiras burocráticas impostas pelo Estado brasileiro, mesmo diante de um dos acervos militares mais ricos do planeta, que inclui casos como a Operação Prato, a Noite Oficial dos Óvnis e o Caso Varginha.
“A LAI é a ferramenta jurídica que nos permite exigir a liberação desses documentos. Negar dados fere o direito constitucional”, protestou o ufólogo. Ele revelou que inúmeras de suas petições foram cerceadas devido a um acordo de restrição mútua firmado entre o Brasil e os Estados Unidos.

Apresentação do APP da ANUBIS
O ufólogo e presidente da ANUBIS, Saga Suseliton comentou sobre o papel da Agência Ufológica, mostrando as principais funcionalidades do aplicativo construído para facilitar a pesquisa, destacando os dois tópicos a seguir:
- Investigação Tecnológica: salientou que a Ufologia contemporânea necessita de ferramentas de precisão. Ele apresentou o desenvolvimento de um aplicativo e de um Centro de Comando estruturado pela ANUBIS.
- Rastreamento Coletivo: A ferramenta foi projetada para que os próprios cidadãos e pesquisadores possam catalogar, cruzar dados e registrar relatos de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs) em tempo real, gerando estatísticas científicas e detectando possíveis fenômenos explicáveis e convencionais.

Convocação e Próximos Passos
Para romper a “cortina de fumaça”, o pesquisador Edison com mais de 40 anos de experiência na área, convocou os presentes a apoiarem uma petição pública lançada em 09 de maio de 2026, que exige a transparência e a abertura total dos arquivos UAP no Brasil.
Ao encerrar, o ufólogo pediu seriedade e o fim do preconceito institucional. “Afastar o preconceito e o deboche é o primeiro passo para alcançarmos esta verdade”, concluiu, aplaudido pelo público.
Com o término da audiência, o encontro gerou o “Manifesto Sorocaba”. Este documento proposto pelos irmãos Jorge e Michel Facury exige maior clareza na desclassificação de arquivos públicos, posicionando Sorocaba na vanguarda do debate científico e dos direitos do cidadão no interior paulista.
(ASSINE a Petição Pública AQUI)
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