Por Rodrigo de Oliveira Vilela
Estive no Primeiro Congresso Internacional de Ufologia em Varginha. O congresso marcou os 30 anos do episódio registrado em janeiro de 1996, que projetou Varginha internacionalmente. No final do ano passado, em dezembro, estive no lançamento do documentário “Momento do Contato”, O filme sobre o incidente em Varginha, foi dirigido pelo cineasta norte-americano James Fox e teve a produção do brasileiro Marco Aurélio Leal, também membro dessa revista. O documentário está disponível para aluguel ou compra no Prime Vídeo, Google Play e uma versão mais antiga disponível no Youtube.

Naquele ano, eu completaria 8 anos de idade e me lembro bem da época, marcada por inúmeros mistérios que eram apresentados na TV aberta, dentre eles o documentário do Goulart de Andrade pela TV Manchete, aliás, o melhor documentário brasileiro até os dias de hoje.
O caso foi uma série de aparições de OVNI’s, que antecederam as aparições das criaturas, sim, o caso Varginha não se resume em apenas um avistamento, mas várias capturas de criaturas e contato visual com os tais chamados discos voadores. Na ocasião, houve a captura de seres pelos militares brasileiros em janeiro de 1996, em Varginha, sul do estado de Minas Gerais.

As primeiras informações foram transmitidas no programa Fantástico da Rede Globo e rapidamente reuniu uma extensa cobertura de jornais em todo o mundo. Naquele fatídico janeiro de 1996, 3 meninas ao voltar do trabalho foram testemunhas de algo que mudaria as suas vidas, elas tinham entre 14 e 21 anos: as irmãs Liliane e Valquíria Fátima Silva, e sua amiga Kátia Andrade Xavier, avistaram em um terreno uma criatura bizarra, a criatura estava agachada e de frente para o muro, era marrom-escura de olhos vermelhos, havia uma espécie de brilho em sua pele. As meninas correram e foram até a casa da mãe de Liliane e Valquíria, dona Luísa.
Eu pude conversar por meses com a Liliane, em meados de 2024 combinamos uma entrevista, mas ela, assim como as demais testemunhas do caso estava sobrecarregada por conta de 2 grandes documentários, “Momento do Contato”, documentário do norte-americano James Fox e “O Mistério de Varginha” da Rede Globo, ambos lançados recentemente.
Oralina e Eurico de Freitas, um casal de fazendeiros viram um objeto no formato de um submarino sobrevoar baixo e por 40 minutos a fazenda na qual residiam. Dias antes do avistamento das meninas eles mantiveram esse contato visual, foram atraídos pela agitação incomum dos gados e se depararam com o estranho objeto.
O Caso Varginha é um enorme quebra-cabeças, hoje, 30 anos depois as peças foram encaixadas perfeitamente. Uma importante peça é o depoimento recente do Dr. Ítalo Venturelli. O médio é graduado em medicina há quase 50 anos, ele dirigiu os 3 principais hospitais da cidade e afirma que manteve esse segredo por décadas por medo de descrédito e não gostaria de envolver a sua profissão nesse caso.
Hoje, 30 anos depois ele decidiu abrir o jogo, segundo ele além de ter visto o vídeo da criatura, chegou a observa-la deitada em uma das camas do Hospital Regional. Eu pude conversar com o médico no lançamento do documentário “Momento do Contato” em dezembro de 2025, contou-me que gosta de tocar Pink Floyd entre outros clássicos no piano. Ele relatou:
“Eu olhei e estava lá um bichinho. Parecia de uns sete anos. Branquinho, calminho, cabecinha em gota. O olho também parecia em gota, lilás. Parecia um anjo”.

O que difere do relato das meninas seria a cor dos olhos e a cor da pele, já que o médico a descreve com uma cor pálida. Eu acredito que pelo fato da criatura estar próxima da morte, ela tenha mudado a aparência.
Voltando ao passado, após o noticiário, em maio de 1996, o Comandante da (EsSA), determinou a abertura de uma sindicância para investigar as notícias transmitidas pela mídia brasileira e internacional. O Exército se perdeu em inúmeras desculpas e conclusões estranhas, como: os veículos militares foram a Varginha fazer manutenção, eles “capturaram um casal de anões”, a “criatura” era na verdade um homem com problemas físicos e mentais da cidade (Mudinho). Nada disso convenceu e a realidade é mais interessante do que um filme de ficção. Há um enorme acobertamento por parte do exército brasileiro sobre casos anômalos, mas é impossível descredibilizar o médico, as meninas, o casal de fazendeiros, alguns próprios militares que decidiram falar a verdade, e outras inúmeras testemunhas civis, entre elas o Fábio Furtado, que em breve disponibilizaremos seu relato aqui nessa revista.
A morte do Policial Marco Eli Chereze também é algo muito suspeito. O PM faleceu em fevereiro de 1996, um mês após o caso, aos 23 anos, um jovem forte, saudável e sem histórico de doenças, Chereze morreu após ter capturado a criatura que fora avistada pelas meninas. Ele e seu companheiro cabo Lopes avistaram a criatura atravessando a estrada, pararam o automóvel e o Marco a agarrou, causando lesões no corpo do PM, próximo ao braço, após constatar as bactérias, houve um rápido agravamento em seu estado de saúde e ele faleceu. A família só pode ter contato com a realidade dos fatos após a visita do pesquisador Vitório Pacaccini, o pesquisador então deu a informação de que o PM havia falecido por ter tido contato físico com a criatura.
Hoje, após mais de 6 anos lecionando por uma grande instituição na cidade de Boa Esperança, posso falar abertamente sobre esse caso, assim como muitos eu temia cair no ridículo e no descrédito. O Caso Varginha, assim como a Operação Prato, são fenômenos reais que aconteceram no Brasil em décadas passadas.
Nós nunca estivemos sozinhos nesse globo, além do cosmos, nós não conhecemos o nosso próprio planeta e suas entranhas. Mais de 80% do fundo do mar permanece inexplorado, mal conhecemos os nossos planetas vizinhos. Nesse texto faço um breve resumo sobre o incidente em Varginha, mais de 150 testemunhas já foram ouvidas, o caso é extenso e quase impossível descrevê-lo em palavras por sua grandeza e complexidade. O caso segue em aberto, nós pesquisadores temos ciência de que a fita (gravação da criatura) está em mãos civis e militares, temos conhecimento de quem as possui, e esperamos que em breve esse registro esteja conosco também e liberado ao público.
Para concluirmos, após a captura da criatura, ela foi levada a 2 hospitais da cidade, o Hospital Regional e o Humanitas. Foi “atendida” por 2 médicos, Dr. Marcos Vinícius e Dr. Ítalo Venturelli. No dia seguinte foi levada pelos militares até a Escola de Sargento das Armas em Três Corações, de lá, foi para Campinas, na Unicamp, onde foi “estudada” pelo médico legista Fortunato Antônio Badan Palhares, assim afirmam os pesquisadores do Caso Varginha, embora o Dr. Badan nunca tenha afirmado ter tido contato direto com a criatura.
O ser ficou em uma ala “secreta” da universidade, seu último destino foi os Estados Unidos. Badan Palhares recorda de um telefonema que dizia que o exército levaria “um material vindo de Varginha”. Esse relato foi exibido no 2º episódio da série documental “O Mistério de Varginha”.
Toda essa ação foi coordenada pelos norte-americanos, o Brasil deu suporte em solo. O caso Varginha se iniciou na realidade na década de 70, talvez antes, pela quantidade de registro e relatos que surgiam na década de 60. A própria Operação Prato, quando brasileiros e norte-americanos investigaram incidentes em Colares, no Norte do país.
Aqueles discos voadores em Colares estavam associados a fenômenos relatados por civis, muitos deles ribeirinhos, foi noticiados pela imprensa local, que alegavam supostos ataques à população. A Operação Prato encerrou-se no final da década de 70, ali foi uma forte relação entre Brasil e Estados Unidos e uma força tarefa envolvendo os exércitos de ambos os países em busca de informações sobre a realidade desses discos e até a captura de criaturas anômalas em Varginha.
Em menos de 1 mês, pude manter contato com grandes pesquisadores e testemunhas do Caso Varginha, foram 3 horas no evento de dezembro de 2025 e 17 horas no evento de janeiro. Muita pesquisa, muita troca de informação e direto da fonte. Vamos trabalhar em função de trazer a verdade sobre o maior caso de arquivo X do Brasil.
“Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia”, Shakespeare.