Durante as férias de julho de 2008, eu avistei 2 objetos estranhamente alongados, prateados e média altura, silenciosos e estáticos no céu, o sol durante o crepúsculo reluzia no material do objeto e causava um brilho cintilante. Foi esse brilho que me chamou a atenção, caso contrário eles passariam despercebidos, já que aquele material fosco quase se confundia com o céu.
Ambos os objetos fizeram um movimento repentino e rapidamente desapareceram no horizonte da cidade de Coqueiral, no interior de Minas Gerais. A partir desse avistamento eu comecei a investigar esse fenômeno, descobri um universo fantástico e muito real com relação a realidade desses objetos. Passaram-se 18 anos desse avistamento e até hoje relembrar esse caso me causa arrepios, hoje também comemora-se o dia mundial da ufologia.
Essa data foi escolhida porque, no dia 24 de junho de 1947, o piloto americano Kenneth Arnold relatou ter visto 9 discos próximos ao Monte Rainier. Ele descreveu o movimento dos objetos como semelhante a “pires deslizando sobre a água”, e a imprensa popularizou a expressão “discos voadores”.
É claramente possível confundir o fenômeno com drone, aviões, pássaros ou insetos próximos da câmera em uma fotografia, por exemplo. Mas não se pode negar a realidade dos fatos, esses objetos existem e são relatados, filmados e fotografados há muito tempo. Podemos pegar como exemplo livros hindus que narram essas máquinas voadores, como o os Vedas, o Ramayana e o Mahabharata, incluindo a Bíblia.
No sábado estive representando a Revista Ufológica no Memorial do Et para um bate-papo com o Dr. Ítalo. O médico ganhou notoriedade nacional após confirmar no documentário sobre o Incidente de Varginha (exibido na TV Globo e disponível no Globoplay) que participou do atendimento a uma criatura anômala no Hospital Regional de Varginha (MG) em 1996. Conversamos também com o Dr. Janini, médico que ficou conhecido por conduzir os exames médicos relacionados à morte do soldado Marco Eli Chereze. Foi muito importante ouvir o relato da boca desses médicos para confirmarmos a veracidade do caso. Eles foram mais uma peça nesse grande quebra-cabeça que foi o Caso Varginha, e contribuíram muito para a ufologia brasileira.

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Visitar o Memorial do ET, em Varginha (MG), foi uma experiência de profundo significado para mim e minha esposa. Como observadores e pesquisadores independentes do fenômeno ufológico, acompanhamos esse campo de estudo há alguns anos, de forma discreta, em Boa Esperança (MG), sempre buscando conhecimento fundamentado e analisando os fatos com responsabilidade.
Ao lado de nosso amigo Rodrigo Vilela — artista plástico, professor, repórter e grande incentivador da preservação da história do Caso Varginha — tivemos o privilégio de ouvir os depoimentos de médicos que participaram diretamente dos acontecimentos de 1996. Escutar seus relatos, apresentados em primeira pessoa, acrescenta uma dimensão humana e histórica que dificilmente pode ser transmitida apenas por livros, documentários ou reportagens.
Independentemente das diferentes interpretações que cercam o Caso Varginha, é inegável sua relevância para a ufologia brasileira e mundial. Mais de três décadas depois, o episódio continua despertando interesse, incentivando novas pesquisas e levantando questionamentos que permanecem sem respostas definitivas. A preservação desses testemunhos representa uma importante contribuição para a memória histórica e para a continuidade das investigações sérias sobre o fenômeno.
Eventos como este demonstram que a ufologia responsável se constrói por meio da documentação, do respeito às testemunhas, da análise criteriosa das evidências e do debate fundamentado. É justamente essa postura que fortalece um campo de pesquisa que continua despertando o interesse de estudiosos, pesquisadores e do público em geral.
Parabenizo Rodrigo Vilela e toda a equipe da Revista Informativa Ufológica pelo comprometimento com a divulgação de informações de qualidade e pela dedicação em preservar um dos capítulos mais marcantes da história da ufologia nacional. Iniciativas como essa enriquecem o debate, valorizam a pesquisa séria e mantêm viva a busca pelo conhecimento sobre um dos maiores mistérios da humanidade