O ADVOGADO QUE VIAJOU EM UM DISCO VOADOR
O impressionante caso de João de Freitas Guimarães, um dos relatos ufológicos mais famosos do Brasil
São Sebastião, litoral norte de São Paulo — Julho de 1956.
O relógio marcava pouco depois das sete da noite quando o renomado advogado e professor de Direito João de Freitas Guimarães caminhava sozinho pela praia de São Sebastião, observando o mar calmo que separa a cidade da Ilha Bela. O que deveria ser apenas uma viagem profissional transformaria sua vida para sempre — e entraria para a história da ufologia brasileira como um dos casos mais intrigantes já registrados no país.
Na época com 47 anos, Guimarães havia viajado de Santos até São Sebastião para resolver questões jurídicas envolvendo terras de um cliente. Como chegara tarde demais para comparecer ao Fórum, hospedou-se em um hotel local e decidiu caminhar pela orla após o jantar.
O clima era tranquilo. A cidade ainda mantinha o aspecto pacato típico do litoral paulista dos anos 1950. O advogado caminhava lentamente, ouvindo o barulho das ondas e contemplando a paisagem noturna.
Então, algo rompeu o silêncio.
O clarão sobre o mar
Subitamente, um enorme clarão surgiu no oceano. Em seguida, um poderoso jato de água elevou-se em direção ao céu. Inicialmente, Guimarães pensou tratar-se de uma baleia. Mas o que emergiu das águas estava muito longe de ser um animal.
”o objeto tinha cerca de 20 metros de diâmetro,,
Diante de seus olhos apareceu um objeto gigantesco, arredondado e luminoso, que avançava lentamente em direção à praia.

O aparelho pousou parcialmente sobre a areia e parcialmente sobre a água, sustentado por estruturas esféricas semelhantes a um trem de aterrissagem. Segundo o advogado, o objeto tinha cerca de 20 metros de diâmetro e lembrava duas cúpulas metálicas unidas por uma faixa central.
Um forte odor ácido tomou conta do ambiente.
Logo depois, uma abertura surgiu na parte inferior da nave e uma escada flexível desceu lentamente.
Os tripulantes
Do interior do objeto saíram dois homens altos, de aparência extremamente humana. Tinham cabelos loiros compridos, olhos claros e pele muito branca. Vestiam macacões verde-claros ajustados ao corpo.
Mesmo assustado, João de Freitas Guimarães tentou manter a calma. Aproximou-se e perguntou, primeiro em português e depois em francês, inglês, italiano e espanhol, se precisavam de ajuda ou haviam sofrido algum acidente.
Nenhum deles respondeu verbalmente.
No entanto, o advogado afirmou ter percebido claramente uma comunicação mental telepatica. Segundo ele, os seres o convidavam para entrar na nave e realizar uma pequena viagem.
Apesar do medo, a curiosidade venceu.
Dentro do disco voador
Guimarães subiu pela escada acompanhado pelos visitantes. Ao entrar, encontrou um ambiente intensamente iluminado, com paredes curvas e um grande cone central dividindo compartimentos internos.
No interior havia outros tripulantes, totalizando cinco seres.
Os ocupantes possuíam aparência semelhante: jovens, loiros, de olhos claros e expressão tranquila. Todos usavam roupas idênticas.
”os instrumentos lembravam sistemas avançados de radar,,
O advogado descreveu assentos macios semelhantes a couro, além de estranhos painéis circulares com luzes, símbolos, linhas quadriculadas e agulhas em movimento. Décadas depois, militares brasileiros afirmariam que os instrumentos lembravam sistemas avançados de radar.
A comunicação continuava ocorrendo telepaticamente.
Pouco depois, Guimarães sentiu uma leve vibração.
A nave havia decolado.
A viagem
Pelas vigias arredondadas, o advogado viu água escorrendo pela parte externa da nave. Mentalmente, recebeu a explicação de que aquilo fazia parte do sistema de propulsão do aparelho.
Em seguida, testemunhou uma visão que o marcaria para sempre.
Primeiro vieram regiões escuras do céu, repletas de estrelas brilhando com intensidade extraordinária. Depois, uma faixa violeta luminosa surgiu diante da nave. Em determinado momento, o aparelho tremeu fortemente.
Assustado, Guimarães recebeu nova explicação telepática: eles haviam acabado de deixar a atmosfera terrestre e mudado o “regime de navegabilidade”.
O advogado observou então o Sol iluminando nuvens por cima, como se estivessem acima do planeta.
Curiosamente, o relógio que usava havia parado às 19h40.
O retorno e o segundo encontro
Após aproximadamente quarenta minutos de voo, a nave retornou ao mesmo ponto da praia onde tudo começara.
Antes da despedida, os seres marcaram um novo encontro para agosto de 1957, utilizando símbolos semelhantes a constelações.
João desceu sozinho da nave e retornou ao hotel profundamente abalado, tentando compreender a experiência que acabara de viver.
Durante meses, contou o ocorrido apenas a amigos próximos e familiares. Temia ser ridicularizado e perder sua reputação profissional.
Mas a história acabou vazando.
A repercussão nacional
Quando a imprensa tomou conhecimento do caso, o episódio rapidamente se espalhou pelo Brasil. O advogado passou a conceder entrevistas para jornais, rádios e emissoras de televisão.
”A própria Força Aérea Brasileira teria enviado aviões de caça,,
A proximidade do segundo encontro marcado gerou enorme expectativa.
Segundo relatos da época, curiosos, jornalistas e pesquisadores deslocaram-se até São Sebastião na data prevista. A própria Força Aérea Brasileira teria enviado aviões de caça para monitorar a região.
Diante da enorme exposição pública, João de Freitas Guimarães decidiu não comparecer ao encontro.
Ainda assim, testemunhas afirmaram ter visto um objeto luminoso sobrevoando o litoral naquela noite.
Um homem respeitado
Ao contrário de muitos protagonistas de relatos ufológicos, João de Freitas Guimarães possuía sólida reputação acadêmica e profissional.
Foi advogado, professor universitário, juiz do Trabalho, membro da OAB, autor de livros jurídicos e fundador de faculdade em Santos. Era reconhecido como homem culto, equilibrado e respeitado nos meios jurídicos paulistas.
Até sua morte, em 1996, jamais alterou os pontos centrais de seu relato.
Seu caso tornou-se um dos mais conhecidos da ufologia brasileira e integra até hoje estudos, arquivos e investigações sobre fenômenos aéreos não identificados no país.
Possui o relato dele da época no site do governo no arquivo nacional sobre o código de referencia BR DFANBSB ARX.0.0.6.


Quase sete décadas depois, a pergunta permanece sem resposta:
O que realmente aconteceu naquela noite silenciosa na praia de São Sebastião?
Fonte
https://www.viafanzine.jor.br/site_vf/ufovia/classicos.htm
https://sian.an.gov.br/sianex/consulta codigo referencia BR DFANBSB ARX.0.0.6.
memoriasantista.com.br/joao-de-freitas-guimaraes-o-caso-do-santista-abduzido-por-extraterrestres-em-1956/
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