Avi Loeb defende o uso de tecnologia avançada para estudar fenômenos aéreos não identificados em White Sands
O astrofísico de Harvard, Avi Loeb, endossou publicamente a ideia de que armas de micro-ondas de alta intensidade, usadas contra UAPs (Fenômenos Aéreos Não Identificados), poderiam ser implantadas em White Sands, argumentando que materiais de quaisquer orbes abatidos ofereceriam o caminho mais claro para determinar se representam tecnologia não humana.
Em sua opinião, a análise científica dos materiais recuperados ou a telemetria digital resolveriam a questão de forma muito mais decisiva do que os registros de arquivo jamais poderiam.
A reivindicação de White Sands e o caso científico
As últimas alegações decorrem de uma mensagem em vídeo do jornalista investigativo Ross Coulthard, que afirmou que o Departamento de Guerra “recentemente abateu objetos e aeronaves, tanto nos EUA quanto do outro lado da fronteira, perto de Juárez, no México”.
Coulthard acrescentou que fontes da Casa Branca lhe disseram que Trump havia autorizado um esforço separado, não relacionado ao legado do programa, para capturar tecnologias consideradas exóticas, com a participação também do Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional.
Avi Loeb afirma que as armas de micro-ondas de alta intensidade usadas contra os UAPs em White Sands podem fornecer materiais que finalmente comprovem se os objetos são de origem tecnológica não humana.
Segundo as fontes de Coulthard, um dos sistemas de energia direcionada usados em White Sands é uma arma de micro-ondas de pulso alto, que “desativa uma aeronave emitindo uma intensa rajada de energia eletromagnética que viaja à velocidade da luz, penetra na aeronave e frita seus sistemas eletrônicos”.
As mesmas fontes alegam que as naves visadas exibem propriedades anômalas que correspondem às cinco características observáveis de UAPs (Fenômenos Aéreos Não Tripulados): aceleração instantânea, velocidade hipersônica, baixa observabilidade, viagem transmembrana e antigravidade.
Até o momento, nada disso foi corroborado por funcionários do governo. Ainda assim, Loeb argumenta que, se tais interceptações forem reais, a prioridade deve ser a análise científica dos restos mortais e dos dados dos sensores.
Ele argumenta que a estrutura em estado sólido, a composição química e isotópica, além das características de voo e das respostas à atividade humana, permitiriam aos pesquisadores distinguir entre explicações banais e algo genuinamente exótico.
Por que Loeb defende dados atualizados em vez de arquivos antigos?
A posição de Loeb é coerente com seu esforço mais amplo para tratar os UAPs como um problema científico testável, em vez de um enigma histórico. Ele afirmou repetidamente que os programas legados podem estar incompletos, comprometidos ao longo do tempo ou emperrados por entraves burocráticos, tornando a obtenção de novos dados de alta qualidade a melhor opção.
Em sua perspectiva, não são necessários registros antigos se for possível estudar materiais coletados recentemente com sensores modernos e análises baseadas em inteligência artificial.
Essa posição está em consonância com seus trabalhos anteriores sobre objetos interestelares como Oumuamua, onde ele defendeu a manutenção da hipótese da tecnologia artificial quando as explicações naturais se mostraram insuficientes.
Os críticos contestaram esse raciocínio, observando que a incapacidade de explicar imediatamente um fenômeno não prova que ele seja artificial. Loeb, por sua vez, rejeita a ideia de que afirmações extraordinárias sempre exigem provas extraordinárias no sentido tradicional, insistindo, em vez disso, na coleta de melhores evidências.
Se a operação em White Sands for genuína, Loeb afirma que o Conselho Consultivo Científico de UAPs — que ele preside e que mantém contato com a Casa Branca, o Pentágono, o FBI e as agências de inteligência — poderia liderar a análise. O objetivo, em suas palavras, é “fazer história” produzindo dados que moldarão os relatos futuros, em vez de apenas repetir o passado.