Ex-ministro Aldo Rebelo fala sobre óvnis

“Eu sei o que as Forças Armadas têm nos arquivos”: O ex-ministro Aldo Rebelo, o Caso Varginha e o Eco no Capitólio

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“Eu sei o que as Forças Armadas têm nos arquivos.” A frase, dita pelo ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo em junho de 2026, correu o mundo e transformou o Brasil em protagonista de um dos debates mais controversos do século. Rebelo, que comandou o Ministério da Defesa durante o governo Dilma Rousseff, concedeu uma entrevista de mais de duas horas ao pesquisador americano Jess Michels. O que se seguiu foi uma avalanche de repercussões que atingiu o Capitólio dos Estados Unidos, os arquivos militares brasileiros e os tabloides internacionais.

Em tom de quem já leu os relatórios, Rebelo mencionou nominalmente os três episódios mais emblemáticos da ufologia brasileira e foi categórico em todos. A pedido do cineasta James Fox — investigador do fenômeno UAP com décadas de carreira —, o ex-ministro gravou um vídeo recente destinado especificamente a ser veiculado nas mídias internacionais.

O depoimento de Aldo Rebelo

No vídeo gravado para divulgação internacional, Rebelo foi direto:

“O incidente de Varginha em 1996 no Brasil passou por uma séria investigação militar. Há depoimentos de militares, há depoimentos de médicos envolvidos no episódio. Em parte, esses depoimentos são públicos e em parte são mantidos sob sigilo de segurança nacional.” O ex-ministro foi além, estabelecendo um vínculo entre os arquivos brasileiros e americanos:

“Se o governo dos Estados Unidos decidir abrir seus arquivos sigilosos, é natural que o Brasil também abra os seus arquivos sigilosos sobre esse episódio de Varginha e sobre outros. Por quê? Porque são acontecimentos relacionados a uma cooperação na área de inteligência e defesa na investigação desses fenômenos entre o Brasil e os Estados Unidos.”

Rebelo enfatizou ainda que o Brasil tem interesse não apenas por questão de segurança nacional, mas também interesse científico na investigação desses fenômenos — em parte identificados e em parte ainda totalmente desconhecidos. Para ele, “é de interesse público e é de interesse nacional que esses episódios sejam, naquilo que não afete a segurança nacional, revelados e conhecidos nos Estados Unidos e também no Brasil.”
Trata-se de um depoimento direto de um ex-ministro da Defesa brasileiro, cobrando que os Estados Unidos também divulguem seus arquivos sobre o caso quase três décadas após os acontecimentos.

A coletiva de imprensa no Capitólio — 9 de junho de 2026

As declarações de Rebelo ganharam força ainda maior no dia 9 de junho de 2026, quando membros da Task Force on the Declassification of Federal Secrets — comitê da Câmara dos Representantes dedicado à desclassificação de segredos federais — realizaram uma coletiva de imprensa no Capitólio, em Washington. O evento reuniu parlamentares americanos de ambos os partidos, o whistleblower David Grusch — ex-oficial de inteligência da Força Aérea dos EUA — e investigadores civis, todos unidos em um apelo direto ao presidente para que desclassifique arquivos governamentais relacionados a fenômenos aéreos anômalos não identificados (UAP).

 

A coletiva foi presidida pela deputada Anna Paulina Luna (R-FL), presidente da Task Force, e contou com a participação ativa do deputado Eric Burlison (R-MO), que citou explicitamente as declarações de Aldo Rebelo durante sua fala.

Eric Burlison: “O povo tem o direito de saber”

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Burlison, membro da Task Force, usou o espaço para falar sobre o caso de Varginha — que ele afirma ter investigado pessoalmente por mais de 16 anos. Em seu pronunciamento, o deputado republicano pelo Missouri declarou:

“Hoje, Aldo Rebelo, que era o ministro da Defesa na época, veio a público e admitiu que esse evento foi real. Nós realizamos audiências, analisamos registros russos e brasileiros, incluindo uma investigação oficial do FBI sobre o incidente de Varginha em 96, onde testemunhas alegaram que os militares brasileiros capturaram entidades e naves não humanas e encobriram a verdade.”

Burlison prosseguiu, detalhando o que descreveu como um caso de proporções extraordinárias:

“Eu pessoalmente investiguei um caso desses por mais de 16 anos. O caso ocorreu em Varginha, no Brasil, em 1996 e envolve dezenas de relatos em primeira mão de UAPs e contato direto com seres vivos, inteligentes e não humanos, que, segundo várias testemunhas brasileiras, foram levados do Brasil para os Estados Unidos em janeiro de 1996.”

E fez um apelo direto ao presidente:

“Recentemente, o ex-ministro da Defesa do Brasil, Aldo Rebelo, confirmou que o incidente ocorreu e declarou: ‘Se os EUA revelassem informações sobre este caso, nós no Brasil poderíamos fazer o mesmo.’ Senhor presidente, solicito respeitosamente que o senhor desclassifique e libere todos os arquivos relacionados a este caso e outros semelhantes. Nós, o povo, temos o direito de saber. A realidade não deve ser confidencial. Obrigado.”

Após a coletiva, Burlison deu um passo adicional: em julho de 2026, enviou cartas formais ao diretor da CIA, John Ratcliffe, e ao diretor do FBI, Kash Patel, solicitando formalmente a liberação de registros do governo americano relacionados ao incidente de Varginha, incluindo uma investigação do FBI sobre o caso.

James Fox: o cineasta que conectou os dois mundos

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O cineasta e investigador James Fox, autor de documentários de referência sobre o fenômeno UAP, desempenhou um papel central na conexão entre as declarações de Rebelo e a coletiva no Capitólio. Foi Fox quem solicitou que o ex-ministro brasileiro gravasse o vídeo destinado à veiculação internacional, e esteve presente nas iniciativas que levaram testemunhas do caso Varginha a compartilhar seus relatos com parlamentares americanos.

Fox, que investiga o caso de Varginha há décadas, apresentou depoimentos de testemunhas que afirmam ter tido contato direto com entidades não humanas após uma queda de objeto aéreo não identificado em janeiro de 1996. Seu trabalho ajudou a situar o incidente brasileiro no centro do debate americano sobre transparência governamental em relação aos UAPs.

Varginha: o que se sabe quase 30 anos depois

O Caso de Varginha, ocorrido em janeiro de 1996 na cidade mineira, é frequentemente chamado de “o Roswell brasileiro”. Testemunhas locais relataram ter visto criaturas de aparência não humana após a queda de um objeto no bairro Jardim Andere. Ao longo dos anos, relatos envolveram militares, bombeiros, médicos e civis, criando uma teia de depoimentos que nunca foi oficialmente confirmada nem desmentida pelo governo brasileiro.

Quase três décadas depois, Varginha continua sem uma explicação oficial conclusiva. O que mudou é que agora há um ex-ministro da Defesa dizendo publicamente que os arquivos existem, que ele os conhece e que parte deles ainda está fechada sob sigilo de segurança nacional. E há um deputado americano, membro de uma força-tarefa congressual, exigindo que tanto os EUA quanto o Brasil liberem esses documentos.

O que vem pela frente

O cruzamento entre as declarações de Aldo Rebelo, a pressão da Task Force no Capitólio e os pedidos formais de Burlison à CIA e ao FBI aponta para um momento singular na história da ufologia. Pela primeira vez, um ex-ministro da Defesa de uma nação reconhece publicamente a existência de arquivos sigilosos sobre fenômenos aéreos não identificados e estabelece um vínculo direto entre a investigação brasileira e a cooperação de inteligência com os Estados Unidos.

A questão que permanece é se — e quando — esses arquivos serão abertos. Como o próprio Rebelo colocou: é de interesse público e de interesse nacional que esses episódios sejam revelados. A bola, agora, parece estar do lado americano.

Confira o depoimento do Ex-Ministro Aldo Rebelo no link abaixo:

“Se os EUA Revelarem, Nós Revelamos” — O Aviso do Ex-Ministro da Defesa Aldo Rebelo

Autor

  • Marco Leal

    Marco Aurélio Leal é produtor audiovisual e investigador jornalístico de campo, especializado na documentação de casos ufológicos. Foi produtor do documentário Moment of Contact – Caso Varginha (2022), dirigido por James Fox, e também atua na produção da continuação do projeto, Moment of Contact New Revelations of Alien encounters (2025).

    Contribuiu para diversas produções televisivas, incluindo a série De Carona com os OVNIs (History Channel), Não Identificado: A Busca pelo Contato (Discovery Channel) e Chasing UFOs (National Geographic) . Seu trabalho é marcado pela pesquisa de campo, realizando expedições pelo Brasil e pelo exterior para registrar depoimentos e coletar informações sobre fenômenos ufológicos.

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