caso MARACANGALHA

O ENCONTRO EM MARACANGALHA OS SERES TRANSLÚCIDOS QUE POUSARAM NA BAHIA EM 1973

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Dois jovens caçadores afirmam terem visto uma nave discóide  e seres  transparentes em  São Sebastição do Passé. O Caso foi silenciado, mas nunca esquecido.

Por: Diego Rodrigues

Em um sábado ensolarado de 1973, no pacato distrito de Maracangalha — localizado no município de São Sebastião do Passé, a cerca de 58 km de Salvador —, o cotidiano da vida rural foi dramaticamente interrompido. Longe das influências da ficção científica e munidos apenas de ingenuidade e equipamentos simples de caça e pesca, o jovem Geraldo Nunes de Souza, então com 18 anos, e seu amigo Eliomar adentraram a mata conhecida como Mucuri 2. O que deveria ser apenas um dia pacato à beira de um braço do Rio Joanes transformou-se no capítulo mais enigmático e perturbador de suas vidas.

A Descida da Nave e os Sintomas do Contato

Pouco depois do meio-dia, o silêncio da mata foi rompido por um som ensurdecedor, comparado pelos jovens ao ruído de um avião ou a um “liquidificador supersônico”. Ao saírem da vegetação em direção ao pasto, a dupla deparou-se com uma cena inacreditável: a cerca de dez metros de distância, um imenso objeto discoide, maior do que uma carreta, repousava sobre o solo.

O veículo tinha o formato de dois pratos metálicos invertidos e sobrepostos, sem janelas, marcas, números ou divisões visíveis, sustentado por uma antena no topo e três apoios em forma de garras cravados na terra. No centro do objeto, uma faixa de aproximadamente um metro de largura emitia um turbilhão de luzes multicoloridas que giravam e piscavam sem parar.

À medida que observavam escondidos, os efeitos físicos da presença do objeto se fizeram sentir imediatamente. Geraldo — que na época trabalhava como torneiro mecânico na Usina Cinco Rios — e Eliomar experimentaram uma súbita e intensa elevação de temperatura, acompanhada por um odor insuportável. Seus olhos começaram a lacrimejar, a boca secou, os pulmões ardiam ao respirar e uma sensação avassaladora de fraqueza e desmaio se apoderou de ambos.

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Fonte: PabloReis – Desenho reproduz a narrativa de um contato em Maracangalha, na década de 70

Os Visitantes Translúcidos

O ápice do contato ocorreu quando uma abertura lateral, com estrutura semelhante à de uma sanfona, revelou o interior do veículo, onde um vasto painel de luzes coloridas pôde ser visto. Da nave, surgiram três entidades de forma humana, mas com uma constituição física jamais imaginada pelos rapazes: seus corpos eram completamente transparentes, parecendo feitos de vapor. Acima da cintura, os seres ostentavam cintos que emitiam luzes coloridas.

Enquanto um dos tripulantes permaneceu no interior da nave e um segundo se posicionou do lado de fora como sentinela, a terceira criatura caminhou pelo terreno. Utilizando um instrumento pontiagudo semelhante a um arpão eletrônico — que parecia flutuar devido à transparência das mãos que o seguravam —, o ser coletou amostras de pedras e plantas locais.

Após cerca de três minutos de exploração, os seres retornaram e a porta sanfonada se fechou. A rotação das luzes centrais acelerou drasticamente, gerando um pequeno turbilhão de ar que levantou galhos, areia e folhas, acompanhado por um zumbido infernal que forçou os jovens a cobrirem os ouvidos. O objeto elevou-se cerca de dois metros, recolheu suas garras de sustentação e, ao atingir dez metros de altura, acelerou em uma manobra fulminante, desaparecendo no céu em fração de segundos.

O Apoiamento da Usina e a Sombra do Esquececimento

Ao retornarem ao lugarejo e relatarem o ocorrido, a reação imediata da comunidade foi o ceticismo, com insinuações de que os jovens teriam consumido substâncias ilícitas — acusação prontamente rebatida por ambos. Contudo, a reação das autoridades locais revelou uma urgência diferente.

No dia seguinte, Geraldo constatou que um trator havia sido enviado ao local do pouso a mando do proprietário da usina local. O objetivo era claro: revirar a terra e apagar qualquer vestígio do capim queimado ou das marcas deixadas pelas garras da nave. A instrução foi categórica e sob ameaça de demissão: ninguém deveria dar declarações sobre o assunto.

Marcas Indeléveis e Destinos Traçados

Anos mais tarde, a experiência ganharia um contorno visual aterrador para Geraldo. Ao assistir ao filme O Predador no cinema, ele ficou profundamente transtornado. A criatura invisível da ficção, que usava camuflagem para se misturar à vegetação, era a representação exata do ser de vapor que ele havia testemunhado naquela tarde de 1973.

Embora tenha reconstruído sua vida, trabalhado com silk screen, casado e formado família, o caso Maracangalha deixou cicatrizes profundas. Geraldo tornou-se um homem extremamente esquivo e assustado, frequentemente assombrado pela sensação de estar sendo vigiado e pelo impulso perturbador de retornar, sozinho, ao local do evento.

Para seu amigo Eliomar, o desfecho foi ainda mais trágico. O trauma do encontro desencadeou um comportamento autodestrutivo e episódios cíclicos de isolamento e delírio. Menos de um ano após o acontecimento no matagal, Eliomar tirou a própria vida com um tiro, levando consigo os tormentos que aquela tarde de sábado deixou registrados em sua mente.

Décadas depois, o evento de Maracangalha permanece como um dos relatos de contato mais detalhados e perturbadores da ufológica brasileira, mantendo o mistério sobre a real natureza daqueles visitantes invisíveis e o preço pago por quem os testemunhou.

 

Créditos: Enigmas Fantásticos

Fontes: pabloreis.com.br
depoimentos das testemunhas Geraldo Nunes de Souza e Eliomar, registrados pelo jornalista baiano Pablo Reis no final de 2002, durante investigação jornalística sobre relatos ufológicos na Bahia. Reportagem originalmente publicada no Correio da Bahia, em 29 de dezembro de 2002.

Encontros Humanoides 1970–1974: Os Outros entre Nós
Autor: Albert S Rosales

 

 

Autor

  • Eliete Campos

    Graduada em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, pós graduada em AI e Arquitetura de Software.
    Estudiosa e pesquisadora do fenômeno Ufo desde 2005.

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