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CASO ONILSON PATERO

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Onilson Patero – jornal da época

Caso Onilson Pátero: o homem que desapareceu após encontros com um estranho “viajante”

Na madrugada de 22 de maio de 1973, o comerciante e representante de livros Onilson Pátero seguia sozinho pela estrada rumo à cidade de Catanduva, interior de São Paulo. Chovia forte naquela noite. Ele retornava de uma viagem de trabalho iniciada em Osvaldo Cruz e dirigia seu Opala azul pela rodovia quando, próximo à ponte do Salto de Avanhandava, avistou um homem pedindo carona.

O desconhecido aparentava tranquilidade. Disse chamar-se Alex.

Onilson, que não costumava dar carona para estranhos, sentiu confiança naquele rapaz de aparência incomum: rosto ovalado, olhos claros muito marcantes, cabelos bem aparados e comportamento extremamente educado. Durante a viagem, Alex fez inúmeras perguntas sobre sua vida pessoal, profissão, família e rotina. Demonstrava memória impressionante, repetindo detalhes que Onilson havia comentado horas antes.

Apesar da conversa cordial, havia algo estranho nele. Alex carregava junto ao corpo uma pequena caixa metálica semelhante a um porta-cigarros, embora afirmasse não fumar durante viagens.

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Onilson Patero – jornal da época

O estranho passageiro

Inicialmente, Alex disse que seguia para Catanduva. Mais tarde, já próximo à cidade, mudou repentinamente de ideia e afirmou que seu verdadeiro destino era Itajobi, localizada a alguns quilômetros dali.

Mesmo sendo madrugada e sob chuva intensa, Onilson resolveu ajudá-lo.

Ao chegar à praça central de Itajobi, Alex tentou pagar pela carona. Onilson recusou, mas o estranho colocou discretamente uma nota de cinquenta cruzeiros no bolso de sua camisa. Antes de sair, despediu-se de forma inquietante:

“Qualquer dia destes vou lhe fazer uma visita.”

E repetiu exatamente o endereço completo de Onilson, incluindo rua e número da casa.

Pouco depois das três da manhã, Onilson retomou sozinho o caminho para Catanduva.

Foi então que os acontecimentos inexplicáveis começaram.


A luz azul na estrada

Faltando cerca de sete quilômetros para chegar em casa, o rádio do Opala começou a sofrer interferências violentas. O motor passou a falhar sem motivo aparente.

Logo em seguida, um pequeno foco de luz azul surgiu sobre o painel do carro.

A esfera luminosa deslocou-se lentamente pelo interior do veículo, passando pelo banco ao lado, pelos pedais e pelo assoalho. Onde a luz incidia, tudo parecia tornar-se transparente. Onilson afirmaria mais tarde que conseguia enxergar o motor funcionando através do painel e até o asfalto passando sob o automóvel.

A chuva aumentava.

O carro perdia força rapidamente.

Então surgiu uma luminosidade intensa adiante da estrada — forte demais para ser observada diretamente. Pensando tratar-se de outro veículo, Onilson alternou os faróis várias vezes, mas não recebeu resposta.

O motor morreu completamente.

Todo o sistema elétrico do Opala apagou-se de uma só vez.

Quando finalmente conseguiu olhar para frente, viu algo suspenso no céu.

Segundo seu relato, era um objeto circular, semelhante a duas cúpulas sobrepostas, pairando silenciosamente sobre a estrada.

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Onilson Patero – jornal da época

O primeiro contato

Ainda dentro do carro, Onilson sentiu uma onda de calor intenso. Ao abrir a porta e colocar os pés no chão, percebeu um estranho campo luminoso envolvendo o local.

Do objeto surgiu um cilindro brilhante que desceu lentamente em sua direção.

Tomado pelo medo, ele correu em direção ao matagal próximo da rodovia. Não conseguiu ir longe.

Algo invisível o agarrou.

Onilson descreveu a sensação como uma espécie de “borracha fina” prendendo seu corpo. Ao olhar para trás, viu o objeto iluminando o Opala com um feixe azulado. O carro inteiro parecia transparente, como se fosse feito de vidro.

Depois disso, perdeu os sentidos.


Encontrado na beira da estrada

Por volta das cinco horas da manhã, o policial rodoviário Clóvis Queiroz foi avisado por dois motoristas de que havia um homem caído ao lado de um carro na estrada de Itajobi.

Ao chegar ao local, encontrou Onilson de bruços, completamente desorientado.

Quando tentou ajudá-lo, ouviu frases desconexas:

“Eles querem me pegar…”

Onilson foi levado para atendimento médico na Santa Casa de Catanduva.

Os exames neurológicos e psicológicos não apontaram qualquer alteração clínica. Mesmo assim, alguns detalhes chamaram atenção:

  • suas roupas estavam encharcadas pela chuva, exceto a parte das costas da camisa, que permanecia completamente seca;
  • seus cabelos, naturalmente castanhos, haviam escurecido temporariamente;
  • surgiram manchas estranhas pelo corpo dias depois do episódio;
  • uma forte coceira apareceu sem explicação médica.

Nada foi conclusivo.

Mas o caso estava apenas começando.


O desaparecimento de 1974

Quase um ano depois, em 26 de abril de 1974, Onilson realizava outra viagem de trabalho. Desta vez dirigia um Fusca azul-claro, após ter vendido o antigo Opala.

Na volta para casa, próximo à cidade de Guarantã, viu novamente uma luz azul acompanhando fios de alta tensão.

Imediatamente lembrou-se do episódio do ano anterior.

Tentou fugir.

Não conseguiu.

O motor do Fusca morreu instantaneamente.

Ao abrir a porta do carro para correr, percebeu uma espécie de plataforma ou “esteira” deslizando sob seus pés. Antes que pudesse reagir, foi puxado para dentro do objeto.

Dessa vez, porém, Onilson lembraria de partes da experiência.


Dentro da nave

Ao recuperar a consciência, encontrou-se em uma sala oval iluminada por intensa luz azul. No teto havia estruturas semelhantes a fios cruzados em várias camadas.

Ali reencontrou Alex.

O estranho homem aproximou-se calmamente e afirmou que nada de ruim aconteceria.

Segundo Onilson, embora conseguisse ouvir perfeitamente Alex, não conseguia escutar sua própria voz.

”janelas estavam mostrando paisagens desconhecidas,,

Ele foi conduzido por diferentes compartimentos do objeto: salas com tubos metálicos luminosos , as paredes repletas de pontos brilhantes, as pessoas encapuzadas movendo-se silenciosamente, curiosamente as cadeiras que deslizavam sem tocar o chão, as janelas estavam mostrando paisagens desconhecidas.

Em determinado momento, recebeu um traje metálico semelhante a nylon fosco e um capacete que ampliava sua visão.

Através de um visor, viu uma cidade distante, com construções que lembravam antigas cidades europeias.

Então observou uma espécie de objeto oval emergindo do solo envolto em névoa branca.

Alex explicou que eles estudavam uma substância existente na Terra que poderia destruir seus veículos.

Também afirmou que, no futuro, pretendiam estabelecer contato oficial com os humanos.

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O homem idêntico

Entre as lembranças mais perturbadoras do segundo episódio, Onilson descreveu um terceiro compartimento enorme, onde viu três figuras encapuzadas observando equipamentos.

Foi então que apareceu alguém impossível de explicar.

Segundo ele, um homem absolutamente idêntico a si mesmo entrou na sala.

Mesmo rosto.

Mesmo corpo.

Mesmas roupas que usava no primeiro encontro.

O homem permaneceu poucos instantes e desapareceu.


Seis dias desaparecido

Depois disso, Onilson não se lembrava de mais nada.

Quando recuperou a consciência, estava sozinho em uma região montanhosa próxima a Colatina, no Espírito Santo — a mais de mil quilômetros de onde desaparecera.

Seu carro havia sido encontrado abandonado dias antes em Guarantã.

A família já o procurava desesperadamente.

Durante seis dias, Onilson esteve oficialmente desaparecido.

Ele desceu morros durante horas, feriu os pés e acabou sendo ajudado por um fazendeiro chamado Cesar Menelli, que o levou até a polícia.

O caso rapidamente ganhou repercussão nacional.

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Hipnose e controvérias

Nos meses seguintes, Onilson foi submetido a diversas sessões de hipnose regressiva conduzidas por pesquisadores e ufólogos brasileiros.

Durante os transes, mencionava nomes como “Olegário” e “Alex”, falava sobre “travessias” e dizia que ainda “não era permitido revelar tudo”.

Os pesquisadores divergiram profundamente sobre o caso.

Alguns acreditavam que Onilson era uma testemunha sincera, marcada por experiências traumáticas.

Outros consideravam seus relatos fantasiosos ou influenciados por filmes e séries da época.

Mesmo décadas depois, Onilson Pátero jamais mudou sua versão.

Até sua morte, em 2008, sustentou que viveu encontros reais com entidades desconhecidas.


Um dos casos mais polêmicos da ufologia brasileira

O Caso Onilson Pátero permanece como um dos relatos mais complexos e controversos da ufologia no Brasil.

Misturando desaparecimento, suposta abdução, lapsos temporais, efeitos físicos e lembranças fragmentadas, o episódio atravessou décadas sem solução definitiva.

Para os céticos, trata-se de uma construção psicológica cercada por exageros e inconsistências.

Para os ufólogos, entretanto, o caso reúne elementos clássicos de encontros imediatos e continua sendo um dos relatos mais intrigantes já registrados no país.

Fonte:
 boletins 94/98 e 99/103- SBEDV
www.fenomenum.com.br
www.oarquivo.com.br

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