WASHINGTON — A transparência das missões espaciais está sendo colocada em xeque. Alegações de que a NASA opera um laboratório secreto dedicado a “retocar” fotografias digitais para esconder evidências ufológicas voltaram a assombrar a agência espacial norte-americana. O escândalo une o relato de uma ex-contratada da agência e as descobertas de um dos maiores hackers da história da computação.
A denúncia de laboratório interno de edição
O caso ganhou repercussão com o ressurgimento das denúncias de Donna Hare, ex-funcionária de uma empresa contratada pela NASA na época das missões Apollo. Hare afirma ter testemunhado diretamente a política de acobertamento da agência.
De acordo com o seu relato, ao entrar em uma área restrita conhecida como “Laboratório de Fotos 8” no Centro Espacial Johnson, ela flagrou técnicos utilizando técnicas de aerografia (airbrushing) para remover anomalias visuais perfeitamente esféricas de fotos de satélite.

“Um colega me confidenciou que o trabalho deles consistia em apagar os OVNIs das imagens antes que elas fossem vendidas ou distribuídas ao público”, declarou Hare.
Ela ainda afirmou que astronautas de missões históricas presenciaram naves alienígenas, mas foram forçados a assinar termos de silêncio sob a justificativa de salvaguardar a segurança nacional.
O que Gary McKinnon viu?
As denúncias de Donna Hare ganham um forte pilar de sustentação histórica quando cruzadas com o caso de Gary McKinnon, o hacker escocês conhecido pelo pseudônimo “Solo”. Entre 2001 e 2002, motivado pelo desejo de descobrir tecnologias de energia limpa e provas sobre OVNIs, McKinnon realizou o que o governo dos EUA chamou de o “maior ataque hacker a computadores militares de todos os tempos”.

Utilizando uma conexão discada de 56k de sua casa em Londres, McKinnon conseguiu burlar a segurança cibernética e invadir 97 computadores das Forças Armadas americanas e da NASA. Dentro dos servidores do Centro Espacial Johnson, ele encontrou exatamente o que Donna Hare havia descrito:
- Pastas de imagens filtradas: Arquivos divididos entre fotos brutas (“raw”) e fotos já processadas/filtradas para o público.
- O flagrante digital: McKinnon relatou ter começado o download de uma imagem em alta resolução que mostrava um objeto prateado em formato de charuto, sem emendas ou rebites visíveis, flutuando no espaço. A conexão caiu antes que o download terminasse, no exato momento em que funcionários da NASA notaram a invasão remota.
- Oficiais não-terrestres: O hacker também afirmou ter encontrado planilhas contendo nomes e transferências de tripulantes listados como “oficiais não-terrestres” e frotas de naves que não constam em nenhum registro militar oficial da Terra.
McKinnon enfrentou uma batalha de uma década contra a extradição para os EUA, onde corria o risco de pegar até 70 anos de prisão. Em 2012, o governo britânico bloqueou o pedido por razões de direitos humanos e saúde, já que o hacker foi diagnosticado com a Síndrome de Asperger.
A resposta da NASA
Historicamente, a NASA nega veementemente qualquer tipo de manipulação com o intuito de enganar a população. Representantes da agência explicam que edições de imagem são práticas científicas comuns para corrigir falhas de luz, ruídos digitais ou alinhar os filtros de cor capturados pelos telescópios e sondas espaciais.
Em pronunciamentos mais recentes sobre o tema de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs), a diretoria da NASA reforçou que, embora possua registros e imagens de objetos voadores que a ciência ainda não consegue explicar com os dados atuais, a instituição mantém uma postura de divulgação aberta e afirmou categoricamente, durante décadas, que não existem evidências definitivas de que tais fenômenos sejam de origem extraterrestre, embora não descarte a possibilidade.

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