Por: Diego Rodrigues
“Meu contato aconteceu na década de 90.
Fiquei em estado de choque por vários dias, sem saber o que falar e nem como contar o que tinha acontecido. Em fevereiro de 1996, enquanto muita gente viajava para aproveitar o feriado de carnaval no litoral, eu aproveitava era para fazer uma boa pescaria. Naquele dia, deixei a família na casa do meu sogro e peguei a estrada sozinho, rumo ao Rio das Velhas, na região de Várzea da Palma. Era uma região boa de peixe, principalmente dourado e piau.
Nesse dia, não levei o barco. Arrumei minhas coisas debaixo de uma árvore, que ficava a poucos metros de um barranco que dava para o rio. Era um lugar bom demais para pescar. Dava para colocar uma cadeira na sombra, sossegado, e ficar jogando a linha com a isca.
O rio corria tranquilo quando, de repente, a vara de pescar deu um tranco. Isso foi por volta das 11h. Levantei da cadeira e cheguei mais perto do barranco, puxando a vara e rodando o molinete. Não dava para ver que peixe era, mas, pelos trancos que dava, imaginei que fosse um peixe dos grandes.
Foi aí que dei bobeira. Pisei em falso e caí no barranco, de uma altura de quase dois metros. Na queda, me esfolei todo, e a vara, junto com o peixe, acabou indo embora.

Na tentativa de subir o barranco de novo, fui me agarrando com dificuldade no capim-colonião. Foi quando vi que alguém estendeu a mão para me ajudar a subir. Agarrei aquela mão e, com o apoio dela, consegui chegar lá em cima.
Quando me levantei e fui agradecer a ajuda, fiquei paralisado com o que vi.
O sujeito que tinha me estendido a mão tinha a pele cinzenta, os olhos grandes e pretos, não tinha cabelo e tinha a boca miúda.
Nunca tinha visto uma coisa daquela na minha vida. Meu Deus do céu.
Na mesma hora, me bateu uma tremedeira danada e senti o suor frio escorrer pelo rosto. Aquela coisa estava ali, parada, me olhando, e eu fiquei congelado, só olhando para ela.
O único reflexo que tive foi saltar de novo no barranco e me atirar no rio. Desci levado pela correnteza, nadando que nem um desesperado. Eu estava completamente “fora de mim”. No desespero, quase morri afogado.
Consegui sair do rio do outro lado da margem. Entrei no meio da mata ciliar e fui andando até alcançar uma estrada rural.
Por volta das 14h30, fui acolhido por um agricultor que passava pelo caminho. Falei pouco, mas contei que tinha caído do barranco no rio e que tinha saído pelo outro lado. Não falei nada da criatura que tinha visto.
O agricultor deu uma grande volta até chegar numa ponte e me levou até o meu veículo. Pedi para ele chegar devagar, enquanto eu ficava olhando atento para os lados e para o entorno.
Ele perguntou se eu estava com medo de alguma coisa.
Eu não podia falar o que tinha acontecido, mas estava com muito receio de encontrar aquela coisa cinzenta por ali.
Apenas agradeci ao agricultor, entrei no meu carro e peguei a estrada sem olhar para trás.
Meu Deus… eu toquei naquela coisa.
Aquela coisa tocou em mim.
Até hoje, aos meus 75 anos de idade, não me esqueço desse acontecimento. Não me esqueço daquela mão grande e gelada segurando a minha mão.”
Esse foi o depoimento colhido de nosso seguidor JBS de 75 anos e com certeza, muitas histórias pra contar.
Fonte : Contato Imediato

